quinta-feira, junho 09, 2005

Mediate.com's Conflict Resolution Newsletter


Mediate.com's Conflict Resolution Newsletter
June 8, 2005 #141
Posted by Hello

A última Newsletter da Mediate.com tem, como sempre, artigos interessantes, que pensamos ser importante partilhar.

Dialogue By Design: Sixteen Practical Ideas for Organizing and Convening Policy Mediations
by Peter Adler
“Policy Dialogues” are a form of conflict resolution. They are used in regulatory, standard-setting, rule-making, and policy forming settings in which multiple stakeholders are struggling with an issue that has political urgency. Meetings are held over a period of time, they are usually guided by a facilitator or mediator, and they aspire to produce concrete outputs, i.e. a guidance to government, a proposed rule or regulation, a plan, or a strategy.

Transformative Mediation: Reviewing The Basics
by Sally Ganong Pope
The past ten years have been significant, formative years for transformative mediation. It was just ten years ago that the approach received a name with publication of The Promise of Mediation by Robert A. Baruch Bush and Joseph P. Folger (now revised, 2005). During those ten years, many of us across the United States and in Europe and Japan assisted with the development and understanding of the transformative model. The results of many of those efforts are reported in the revised edition. They have also been showcased in a series of five intensive symposia held by the Institute for the Study of Conflict Transformation in locations including Minnesota, California, Texas, Maryland and New York. Most recently, last November, a three-day national conference was held in Philadelphia – the first national conference on transformative mediation sponsored by the Institute for the Study of Conflict Transformation. James R. Antes reflects on that conference and its implica tions for the future of mediation in his article . The conference inspired me to go back to consider some basics: the arrangement of furniture as symbolic and supportive of our work.

Once Upon A Conflict: The Journey from Confrontation to Collaboration
by Gary Harper
In conflict, everyone has a story—or at least their side of the story. To better understand these stories, try prefacing them with the words “Once upon a time.” Fairy tales feature three main types of characters: the victim (often represented as a damsel in distress or an innocent youth); the villain (a witch, giant or dragon); and the hero (the white knight or young prince). We encounter these same character types on the front page of our newspapers, in our favourite television shows and on movie screens everywhere.

terça-feira, junho 07, 2005

OPINIÃO

Vai para três anos que tive o gosto de trocar impressões com uma amiga, hoje magistrada, sobre os ADR no seu estudo de acesso à magistratura.Lembro-me que na época o único elemento de estudo proposto quer pelo CEJ, quer pelos docentes de diversos cursos de preparação ministrados em várias universidades, se limitava a um folheto informativo da DGAE. Estava-se nos primórdios dos 4 julgados de paz pioneiros e pouco se sabia de justiça ?alternativa? em Portugal.Lembro-me da cara de espanto da futura senhora magistrada quando lhe referi que nos termos do disposto no artigo 209º, n.º da Constituição ?podem existir tribunais arbitrais e julgados de paz?. Lembro-me ainda do agrado com que me ouviu falar sobre a tramitação dos processos nos Tribunais Arbitrais de Conflitos de Consumo.Não sei se esta matéria se encontra hoje mais explanada no contexto do acesso ao CEJ ou mesmo já no plano curricular deste Centro de Estudos.Passados 3 anos gostei de ouvir a comunicação apresentada pelo Senhor Juíz de Direito, Joel Timóteo Pereira na conferência sobre RAL no Fórum Telecom no passado dia 2 de Junho. Foi o único a aportar àquele espaço ideias concretas do foro técnico para debater.Foi o único a levantar questões técnicas decorrentes dos desajustamentos (ou será, desvirtuamentos???) de aplicabilidade da Lei 78/01 de 13.07 e sua posterior regulamentação.Foi o único a apontar as insuficiências do sistema desta alegada alternatividade quando o que se sabe é que não pode haver tribunais de primeira e tribunais de segunda se todos são tribunais. Foi o único que notoriamente não tinha qualquer agenda de contactos sociais conduzida para a gestão de interesses não técnicos.Confesso que cada vez me custa mais que as conferências e colóquios que abordam os meios complementares de resolução da conflitologia fiquem sempre enquistadas num limbo de superficialidade que tanto nos desilude.À excepção do Senhor Juíz de Direito não ouvi nada de novo nem de inovador no tratamento destas matérias. E é pena.As conferências deviam ser um espaço de discussão e de trocas de experiência de quem trabalha a mediação por dentro. Afinal todos sabemos que se prepara a alteração legislativa da lei dos julgados de paz. Penso que ninguém ainda nos perguntou a nós mediadores que contributo poderemos dar na reflexão estratégica das mudanças que se preconizam.E como não queremos sequer correr o risco de ficar ?estúpidos? como os advogados (cit. do Dr. João Perry da Câmara), vejam lá se para a próxima concedem uns minutos de discussão (e não de discurso) aos mediadores institucionais e privados já existentes no mercado.E já agora tragam as experiências de arbitragem que se pratica nos grandes escritórios de advocacia deste país.
TODOS SOMOS MAIS?
Sandra Oliveira

Nicaragua tem nova Lei de Mediação e Arbitragem

Notícia publicada no "El Nuevo Diario" - 26 de Maio de 2005


Nicaragua tiene nuevo instrumento jurídico
Edgard Barberena


La Asamblea Nacional aprobó ayer la Ley de Mediación y Arbitraje, que permitirá a toda persona natural y jurídica, incluyendo al Estado, recurrir a procesos alternos para solucionar sus diferencias patrimoniales y no patrimoniales en sus relaciones contractuales. El diputado sandinista Nathán Sevilla explicó que esa legislación se incluye en el espectro jurídico para facilitar la solución de conflictos entre particulares, no solo mercantiles, sino en otros campos, salvo las excepciones establecidas en la propia ley. La nueva norma detalla los casos de alimentos, paternidad, divorcios, separación de cuerpos, nulidad de matrimonio, estado civil de las personas, declaraciones de mayoría de edad, y en general, las causas de aquellas personas naturales o jurídicas que no pueden representarse a sí mismas, las que deben atender a las formalidades prescritas en la respectiva ley para efectuar un arbitraje. Competencia nacional e internacional Sevilla explicó que con la mediación las partes en conflictos buscarán un acuerdo entre ellas mismas, con un mediador de por medio, que debe ser una persona honorable seleccionada por las partes de mutuo acuerdo, la que no debe imponer su voluntad ni establecer laudo o resolución, sino que son las partes quienes tienen que ponerse de acuerdo. “Si no se ponen de acuerdo, será el Juez de Distrito Civil quien nombrará al último arbitro”, destacó el legislador. Sevilla anotó que las partes tendrán derecho a no ponerse de acuerdo para nombrar un árbitro, pero al someterse ambos al arbitraje, deben aceptar el laudo resultante, resolución que solamente podrá ser apelada por vicios de nulidad ante la Corte Suprema de Justicia (CSJ). La ley establece su aplicación nacional e internacionalmente, sin perjuicio de cualquier tratado multilateral o bilateral, del que Nicaragua sea parte. No obstante, se aplicará únicamente si el lugar del arbitraje se encuentra en el territorio de Nicaragua. Consigna, además, que un arbitraje será internacional cuando al momento de la celebración de ese acuerdo, las partes tengan sus respectivos domicilios en Estados diferentes.

sexta-feira, junho 03, 2005

"The Next Step: Developing Restorative Communities"

Posted by Hello

Call for presenters available for
"The Next Step: Developing Restorative Communities" conference
November 9-11 in Manchester, UK

The International Institute for Restorative Practices (IIRP), Family Rights Group and Real Justice UK & Ireland will present a conference entitled "The Next Step: Developing Restorative Communities," on November 9-11, 2005, in Manchester, England, UK. Except for the pre-conference workshops and various featured speakers and videos at the conference itself, the event is created by you and your colleagues volunteering to make 40-minute and 80-minute presentations in breakout sessions.
Please use the online proposal form to submit a proposal for your own presentation or workshop, sharing your knowledge and experiences. No formal written papers are required.
The call for presenters is available as an Adobe PDF here.
More information and registration here.

quinta-feira, junho 02, 2005

The 2005 James Boskey Dispute Resolution Essay Competition


The American Bar Association Section of Dispute Resolution and and the Association for Conflict Resolution in association with the Penn State University Dickinson School of Law announce:

The 2005 James Boskey Dispute Resolution Essay Competition

First Prize: $1,000
Submission Deadline: June 15, 2005

James B. Boskey—intellectual, humanitarian, law professor, mediator--became known and beloved world-over for his publication of The Alternative Newsletter, a resource guide on ADR published quarterly. It was in its tenth year when Jim died in 1999. The publication provided a comprehensive yet very accessible window into the diverse dimensions of the ADR field. In many respects, Jim Boskey—through The Alternative Newsletter--was the voice of the ADR community.

PURPOSE
The purpose of the competition is to promote greater interest in and understanding of the field of dispute resolution and collaborative decision-making among students enrolled in ABA accredited law schools in the United States and abroad.


ELIGIBILITY
The 2005 competition is open to second and third year full time law students (and second through fourth year part-time students) in American Bar Association (ABA) approved law schools. Employees of the ABA are ineligible to enter the competition.


PUBLICATION
The best entries may be published, in whole or in part, in one of the Penn State Dickinson School of Law Journals or website, and/or on the ABA Section of Dispute Resolution Competition website:
http://www.abanet.org/dispute/essaycomp.html.


SUBMISSION DEADLINE AND COMPETITION RULES
All submissions must be made no later than June 15, 2005 to be eligible for consideration for the next round of competition. Submissions must be in the English language. Additional competition rules, including the mailing address for the submissions, may be found at
http://www.dsl.psu.edu/academics/boskey.cfm.


For more information, contact Jeanette Jaeggi at
jaj20@dsl.psu.edu or by phone at (717) 240-5211

quarta-feira, junho 01, 2005

NÃO SE IMPORTA DE REPETIR?

A Ordem dos Advogados esclarece!

"No passado dia 27 do corrente publicou o Diário de Notícias um texto intitulado "Advogados exigem a eliminação dos julgados de paz.
A notícia em causa baseou-se na análise de moções apresentadas no âmbito da V Convençãoo das Delegações da Ordem dos Advogados, realizada entre 20 e 22 do corrente, e nas conclusões respectivas e refere ainda ter sido a primeira vez que, de um modo formal, a OA exige a extinção dos Julgados de Paz.
Face ao teor desta notícia cumpre esclarecer o seguinte:
A Ordem dos Advogados não exige nem nunca exigiu a extinção dos julgados de paz.
A Ordem dos Advogados tem-se empenhado e continuará a empenhar-se no sentido de assegurar que, onde quer que se discutam e julguem direitos e deveres dos cidadãos, seja assegurado o aconselhamento e o patrocínio por parte dos advogados.
A Ordem dos Advogados considera que sóa presença, o conselho e o patrocínio do advogado, garantem ao cidadão o conhecimento pleno e a adequada defesa dos seus direitos e deveres e das consequências que deles derivam, independentemente da instância em que se discutam e julguem.
No que diz respeito aos julgados de paz a Ordem dos Advogados tem feito eco destas suas preocupações junto do Presidente do Conselho de Acompanhamento respectivo, Sr. Conselheiro Jaime Cardona Ferreira, e encontrado da sua parte a melhor receptividade.
A Ordem dos Advogados tem trabalhado em colaboração com o Governo, no sentido de assegurar o patrocínio no quadro dos julgados de paz.
A Ordem dos Advogados está segura de que o sucesso dos julgados de paz dependerá, mais do que tudo, da garantia que neles os direitos dos cidadãos estarão sempre protegidos, pela única forma de assegurar essa protecção, ou seja, o acompanhamento por parte dos advogados.
Lisboa, 2005-05-30
O Gabinete do Bastonário
"

Enfim um comentário. No entanto esclareçam-me. Até ao momento, não tive conhecimento de que qualquer cidadão, acompanhado ou representado pelo seu advogado, tenha sido proibido de defender os seus direitos num Julgado de Paz (por favor leiam os artigos 38.º, 40.º e 53.º/5 da Lei n.º 78/2001, de 13 de Julho).
Poderão levantar-se questões, isso sim, sobre o disposto no art.º 9.º/1 da Portaria n.º 436/2002, de 22 de Abril, que regula o funcionamento dos Serviços de Mediação dos Julgados de Paz ( e que, em nossa opinião, deveria ter sido já alterado). Diz o n.º 1: "As partes têm de comparecer pessoalmente às sessões de pré-mediação e de mediação, podendo, desde que ambas dêem o seu acordo, fazer-se acompanhar de advogado, advogado estagiário ou solicitador." NINGUÉM PODE SER IMPEDIDO DE FAZER-SE ACOMPANHAR DE ADVOGADO. Mas, cabe aos cidadãos tomar essa decisão, nos casos em que a Lei não o considere necessário, e por isso obrigatório, para garantir a defesa dos seus direitos. Por essa mesma razão, o Código de Processo Civil define os casos em que a cosntituição de mandatário deve ser obrigatória, deixando aos cidadãos a liberdade de se fazer representar por advogado nos restantes casos.

Então, o que fazer com a 21.ª Conclusão da V Convenção das Delegações da Ordem dos Advogados (Também publicada no site da OA!)?

Como diria o Poeta António Aleixo (e perdoem-me se a memória me engana):

"Sem que o discurso eu pedisse / ele falou e eu escutei / gostei do que ele não disse /do que disse não gostei"


Posted by Hello